Os macacos são igualmente abundantes em ambos os lados da cordilheira central dos Andes equatorianos. Dando continuidade ao post da semana passada sobre habitantes da selva amazônicaVamos agora analisar quatro espécies das regiões costeiras do Pacífico. O texto a seguir foi adaptado do Ministério do Turismo. Guia oficial de observação, Primatas do Equador.
Macacos-aranha de cabeça marrom [Ateles fusciceps]
Também conhecido como bracilargo (braços longos) ou chuba (afro-equatoriano), este animal mede de 31 a 63 cm (sem a cauda). Vive em florestas primárias ou secundárias antigas, onde prefere árvores altas e densas, com copas amplas e galhos sobrepostos. Essas características proporcionam-lhe boa visibilidade da floresta e deslocamento rápido. Também pode ser encontrado no solo, alimentando-se de argila em depósitos de sal, que são depósitos minerais naturais presentes em ecossistemas pobres em nutrientes. Pode percorrer até 3 quilômetros por dia; seu corpo é bem adaptado para isso. Possui uma organização social complexa, composta por grupos que se mantêm juntos ou se separam dependendo da disponibilidade de alimento. Grupos maiores se deslocam em épocas de abundância de frutos.
Macacos-prego-de-cabeça-branca [Cebus capucinus]
Também conhecido como cariblanco (cara branca) ou lanco (afro-equatoriano), este animal mede de 33 a 45 cm (sem a cauda). Geralmente vive próximo à copa de florestas primárias, secundárias e degradadas, mas frequentemente desce ao solo em busca de alimento, como insetos. É muito ativo, passando a maior parte do dia examinando folhas, arrancando cascas de árvores e revirando a serapilheira em busca de comida. Esses primatas são muito inteligentes. Já foram observados usando gravetos e outras ferramentas para obter alimento ou se defender. Também há relatos de que utilizam plantas como remédio e repelente de insetos. Curiosamente, apresentam comportamentos que lembram os humanos, como o perdão após brigas.

Foto retirada de: DeviantArt
Macacos bugio-de-manto [Alouatta palliata]
Também conhecido como macaco-uivo ou macaco-gritador, este animal mede de 48 a 67 cm (sem a cauda). Vive em florestas primárias ou degradadas, desde a copa das árvores até alguns metros acima do solo. Pode ser visto caminhando no chão, atravessando ruas, pastagens e outras áreas abertas! Consegue sobreviver em pequenos fragmentos de floresta, até mesmo em áreas de dois hectares. Por quê? Porque o bugio precisa de muito repouso e pouco movimento para digerir as folhas, que são seu principal alimento e cuja digestão é demorada. Ele também visita depósitos de sal (minerais) e come madeira em decomposição para ajudar na absorção de nutrientes das folhas. Seus uivos podem ser ouvidos a mais de 2 quilômetros de distância.
Macacos-prego-de-testa-branca [Cebus albifrons]
Também conhecido como macaco-prego-de-cara-branca ou mono-branco, mede de 35 a 46 cm (sem a cauda). Pode viver em florestas primárias, secundárias ou alteradas, ocupando todos os estratos florestais, incluindo o solo, onde busca alimento na serapilheira seca, especialmente quando há escassez de frutos. Pode se aproximar de plantações, como milharais, em busca de alimento. Na Amazônia, prefere as bordas entre florestas alagadas e de terra firme. Da mesma forma, habita brejos de palmeiras, onde busca alimento e descansa. Cada grupo possui um macho dominante que assume o controle, e todos os membros do grupo prestam atenção aos seus comportamentos de alerta em situações de risco. É muito ágil e inteligente.
Uma visita a Costa do Pacífico do Equador A melhor maneira de aproveitar a região é com uma viagem à Ilha de Prata, as "Galápagos dos pobres", que abrigam algumas das mesmas espécies. Consultores de viagens Happy Gringo Estamos aqui para ajudar 🙂



